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LIÇÕES DA TEMPESTADE

LIÇÕES DA TEMPESTADE [Mc 4.35 a 41]

 

   por Elizeu Batista de Assis

  

         Jesus, o mestre supremo, transmitiu seus maravilhosos ensinos através de parábolas, por demonstração, por confrontação e também através das tempestades. Ele nos ensina pela Palavra e também pelas diversas circunstâncias da vida.

A realidade da vida é que os ventos da adversidade sopram de todos os lados. Há falência no comércio. O desemprego, o divórcio e outros males sociais promovem a desestruturação da família. Um membro da família abandona a Cristo. A doença apodera-se de um ente querido e insiste em ficar. A morte entra no lar, sem aviso prévio. Ondas gigantes batem no barco do lado de fora causando prejuízos vários, enquanto os ventos da dúvida e da desesperança atacam do lado de dentro.  Mas se Cristo estiver no comando de nosso barco tudo vai bem. “Por isso não temeremos, ainda que a terra trema e os montes afundem no coração do mar, ainda que estrondem as suas águas turbulentas e os montes sejam sacudidos pela sua fúria, nada nos atingirá, uma vez que Deus é o nosso socorro bem presente na adversidade”, conforme nos revela a Palavra em Salmos 46.1-3.

 

  1. Algumas lições da tempestade:

 

*      A nossa vida é um barco;

*      O mar, que representa este mundo em que vivemos, é tempestuoso e perigoso;

*      O nosso adversário (satanás), sempre procura uma brecha para afundar o barco de nossa vida >1 Pe 5.8;

*      Com Jesus no barco estamos seguros < Mt 28.19-20 >. A Palavra nos revela em Isaías 43.2, que “quando passarmos pelas águas, o SENHOR estará conosco... e quando passarmos pela fornalha, o fogo não nos queimará...”  Veja a promessa de Deus em Dt 31.6;

*      Precisamos estar cientes da presença de Jesus a bordo;

*      Em situação de perigo a mais sábia atitude é pedir socorro a Jesus, ou seja, orar;

*      É imprescindível saber que somente Jesus tem poder para cessar a fúria dos ventos contrários e nos trazer a bonança > Sl 107.25-30;

*      Navegar com Jesus a bordo não é garantia de ausência de tempestade, pois Ele disse que no mundo teríamos aflições > Jo 16.33;

*      Passar por tempestade não significa que estamos desobedecendo ou desagradando a Deus ou ainda que estamos em pecado;

*      A nossa reação diante das muitas provações e tempestades deve ser um sentimento de muita alegria e não de tristeza > Tg 1.2-4;

*      Precisamos entender que tudo está nas mãos de Deus, sob o Seu controle. Jesus queria ensinar aos seus discípulos que, quando surgisse outra tempestade eles não deviam temer, porque Ele tem poder para acalmar o mar tempestuoso;

*      Jesus poderia ter impedido essa tempestade na vida de seus discípulos, mas ele a permitiu com o propósito de treinamento e para promover a Glória de Deus.

 

2.  A experiência da oração em meio à tempestade (v. 38)

 

Ao passarmos por uma tempestade temos a tendência de lançarmos mão de vários recursos, exceto o da oração. Ou quando oramos, nem sempre respeitamos os princípios da oração eficaz.

O evangelho de Mateus (8.25) nos relata de forma mais precisa o teor da oração feita pelos discípulos em meio à tempestade: “Senhor, salva -nos! Vamos morrer!”. Lemos em Rm 10.13, que ‘todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’.

 

 

Essa oração foi eficaz, pelas seguintes razões:

 

*      Os discípulos desceram ao porão do barco, ou seja, se humilharam. Lemos em 2 Cr 7.14: “se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar...”;

 

*      Todos os discípulos clamaram a Jesus por socorro de forma unânime e com concordância: “Senhor, salva-nos!...”. Veja Mt 18.19 e Dt 32.30 sobre o poder do princípio da concordância;

 

*      Eles oraram de forma objetiva e não genérica: “Senhor, salva-nos, que perecemos!”.

 

      3.  Jesus censura a falta de fé dos discípulos (v.40).

 

“Por que vocês estão com tanto medo? Ainda não têm fé?”. Após ordenar o fim da tempestade mandando que o mar se acalmasse, Jesus repreende a tempestade no coração de seus discípulos censurando-lhes a fé.  A seguir listaremos quatro razões dessa falta de fé dos discípulos:

 

*      Eles não levaram em conta a fidelidade da promessa feita por Jesus (v. 35): “Vamos para o outro lado”. Quando Deus fala, ele sempre cumpre o que diz, pois “Ele vigia para que a sua palavra se cumpra” (Jr 1.12). Jesus não iria morrer no mar e sim na cruz, e os discípulos esqueceram-se desse fato profético;

 

*      Os discípulos esqueceram-se de que Jesus estava com eles no barco (v. 36). A presença de Jesus na tempestade é a segurança de que o nosso barco não vai afundar (ver Is 43.2). O barco missionário estava sob os cuidados de comandante Jesus Cristo, apesar de estar em perigo. Esse barco não podia ir a pique, porque Jesus cuida daquilo e daqueles que se dedicam à Sua obra;

 

*      Eles deviam crer na paz de Jesus (v. 38).  Enquanto fora do barco a tempestade estava cada vez mais forte, Jesus estava na popa, dormindo tranquilamente com a cabeça sobre um travesseiro...

 

*      Eles deviam crer no poder de Jesus (v. 39). Jesus repreendeu o vento e a fúria do mar e eles obedeceram à sua voz, aquietando-se. Aquele que tem poder para acalmar o mar, tem poder também para repreender os problemas que nos afligem, quaisquer que sejam eles.

 

 

4. Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem? (v. 41)

 

Moisés ordenou as águas com uma vara; Josué com a arca da aliança; o profeta Eliseu com o manto que herdara do profeta Elias, mas Jesus deu ordens para que o mar se acalmasse apenas com uma palavra.

 

Foi através do livramento da tempestade que os discípulos tiveram um conhecimento mais aprofundado da Pessoa de Jesus e uma visão clara da grandeza de Seu poder. Ao perguntarem “Quem é este que até o vento e o mar lhe obedecem?”, após presenciarem a manifestação do poder de Cristo sobre as forças da natureza, lembraram-se ser Ele o mesmo que abriu o mar para Israel passar.

 

 

Pr. Elizeu Batista de Assis

Outubro de 2000inove

 

 


Elizeu Batista de Assis. Pastor responsável pelos Grupos Pequenos da Igreja Metodista Wesleyana Central de Vitória. Graduado em Administração, pós-graduado em Direito Empresarial com especialização em didática de ensino superior.E-mail: elizeumvideira@yahoo.com.br

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